quinta-feira, 14 de abril de 2011

Poemar


Vamos fazer um poema que não contenha a palavra tristeza,
Mas que não minta sobre o amor.
Que possa ser entendido nos quatros cantos do mundo
Do rico metido ao pobre vagabundo
Despertando o desejo ensejo em cada um
De também escrever o mesmo.

Não terá ponto final e nem usaremos o não
Nada de computador, será de caneta na mão.
Não passará de dez linhas pra não cansar essa gente
Que gasta muito tempo com incertezas e nada com ler
Correndo dia após dia e não conseguindo ver
Que das coisas simples da vida é que estão carentes

Será uma história com o começo, o meio e o fim feliz.
Começará com era uma vez e terminará com para sempre
Sem título, sem data e sem autor.
Poderá ser recitado em dias de alegria ou de muita dor
Cairá no interesse de um grande compositor
Que fará dele uma bela canção de amor.

Jonatas Pierre


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Formas Correntes


Quem é capaz de compreender a mentalidade humana?
Assusta e surpreende todo o momento.
Sem regras, sem pudor, sem amor, sem odor.
O lugar não importa. Nem as horas, nem os dias.
Os fatos são todos registrados e não caberiam juntos em porta-retrato,
Mas, são mais que meras ilusões.

Seja ao acordar ou ao adormecer
Seja em casa ou na rua
Não faz diferença se é de sol ou lua
Tem gente que vive apenas para aborrecer

Que a água corrente, pura e limpa,
Lave de vez toda a amargura de nossa gente bonita
Que os ventos dos mares atinjam os lares
E preenchem todos os espaços vazios da solidão
Que o respeito e a ética, contidos nos corações,
Tomem forma de palavras
Tomem forma de ações.

Jonatas Pierre

terça-feira, 12 de abril de 2011

Espera ança


Quem guarda porque não conhece completo
Quem muito prevê quase chega perto
Quem muito tem a perder fica esperto
Quem tem medo de escolher fica no incerto

Onde tem riqueza tem pobreza
Onde tem esperteza tem lerdeza
Onde tem dureza tem moleza
Onde tem tristeza tem beleza

Na semântica eu busco uma certa coesa
Pra despejar minha grande certeza
De que nada sei além da ilusão
De um mundo bem feito
Educado desde o berço
Pra outorgar carinho e respeito em toda nação.

A esperança brota no peito
Passa pra fora em forma de palavra e ação
Agrega com o tempo nova noção
Da capacidade do homem de bom espírito
Ensinar aos menores o cultivar do amor querido
Pra promover no mundo a paz esperada no coração

Jonatas Pierre

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Puroeza

Quantas marcas do tempo. Lamento.
A que horas do dia não tem pressa?
Pr’uma breve mera conversa.
Despertar o amor do grande tormento.

Escondido em lenço branco camuflante
Dotado de pura e bela nobreza
Mas coberto com resquintos de tristeza
Espera firme e confiante por esse instante

Que o incerto ao certo seja
Formado de boa intenção
Nobre como se deseja

Embalado pela intuição
Que o bom pensamento proteja
Um simples virgem coração

Jonatas Pierre

domingo, 10 de abril de 2011

Ecos

Às vezes tudo passa muito rápido
Normalmente quando se quer que demore
Às vezes tudo passa muito devagar
Fatalmente quando se quer que acelere

Não podemos controlar o tempo universal
Enxergamos e sentimos o tempo de forma diferente
Os desejos mudam, mudam-se e às vezes fogem
Os preconceitos surgem, não mudam e ficam

O pensar mudou. As pessoas nem tanto
Os olhos embaçaram, mas as lentes continuam limpas
Tudo é da natureza e para seus braços e colo retornam
Os homens, os bichos, os vidros, as construções

Ninguém é alguém e alguém tem ninguém
As horas controlam, assustam, estampam
Tortura do tique-taque

Mais surdos. Mais cegos
Mais livremente presos, sufocados pelo tempo
Mais sós, menos nós, mais eu

Um grito ecoa no vácuo, encontra muito obstáculo
Some lentamente junto ao mar de poeira na eternidade perdida
Aguardando ser escutado e respondido
E fazer parte da vida

Jonatas Pierre

sábado, 9 de abril de 2011

Mãe Natural

As grandes árvores já foram pequenas
As pequenas árvores talvez fiquem grandes
Podem ter muitos galhos ou apenas um tronco
Frutas saborosas ou apenas sombras
Filtro puro do ar imundo
Verde beleza de deixar olhos a brilharem

Mas, sua vida vale menos que interesses
O tempo que demora a afastar do chão
Leva pouco pra retornar a ele
E a sombra verde pura não passa agora de um grande clarão

Quanta maldade e impureza
Destruindo do peito da mãe natureza
Um órgão principal, o grande pulmão
Esse é o homem
Racional o suficiente para não raciocinar

Zeloso presente ausente
Usa o poder da mão com destreza
Para destruir a riqueza da natureza
Entregue a ele gratuitamente

Jonatas Pierre

sexta-feira, 8 de abril de 2011

VirgulaMente

Mente
Mente que mente mente
Mente crente
Mente que mente não mente
Mente quem mente com a mente
Mente ausente
Mente a mente que mente
Mente porque mente
Mente carente
Mente a mente livremente
Mente livre mente
Mente doente
Mente pra mente somente
Mente só mente
Mente demente
Mente que apenas mente mente
Mente mais mente mente
Mente contente
Mente na mente constantemente
Mente constante mente
Mente decente
Mente semente mente
Se mente mente tudo mente
Mente presente pré sente
Mente desmente
Mente frequentemente
Mente frequente mente
Mente infelizmente mente

Jonatas Pierre