quarta-feira, 1 de março de 2017

Sobre o Amor - Breve Relato

Onde está o amor? O que é amar?

Duas perguntinhas simples, curtas, mas de uma profundidade enorme... São várias teorias, várias práticas, várias opiniões e concepções. Ninguém está 100% certo e nem 100% errado, ainda mais se tratando de sentimento e de algo completamente pessoal e que sofre diretamente a influência das experiências e do que é conveniente para cada pessoa ou de acordo com circunstâncias e ocasiões.

E é exatamente dentro desse complexo assunto, o tal do 'sentimento', do 'amar', que me atrevo a discorrer de algumas linhas para compartilhar meu ponto de vista sobre o amor, diante das minhas experiências e do momento atual em que me encontro, mas é claro que também conciliando experiências alheias das quais tenho o privilégio de beber um pouco mais a cada dia, incluindo a essências e os ensinamentos do grande Mestre Jesus (Meu grande Mestre e Salvador, luz da minha vida).

Antes de mais nada preciso contar um pouco sobre mim, ficará mais fácil de entender os rumos e caminhos percorridos até aqui. Cresci aos pés da filosofia, precocemente desenvolvi pensamentos e conceitos, fui crescendo me alimentando de leituras e principalmente do que via, do que observava e aprendia das experiências das pessoas das quais tinha contato. 

Sou eternamente grato a Deus pela minha família, meu pai (in memorian), minha mãe e meu irmão. Nosso lar não era no seu todo um mar de flores, mas o que sou hoje é reflexo de como fui educado e do que presenciava e sentia. Em casa não éramos uma família de muito carinho físico, me refiro a abraços, beijos e até mesmo frases como 'eu te amo'. Eu cresci vendo o amor de uma forma 'racional', por assim dizer. 

A construção do amor e seu cultivo para mim estava no conjunto de ações, no dia a dia, nas grandes coisas ao acontecimentos e no mais singelo e simples detalhe. Não existia um vínculo 'emocional' e/ou 'sentimental', não existia condicionais, garantia e a ideia reciprocidade. O amor estava no tudo, em todas as coisas, para todas as coisas, seres viventes (animais, plantas...etc) e/ou pessoas. O comportamento, as atitudes e ações, os atos e as obras revelavam a essência da pessoa e o amor.

O amor é o respeito, é a sinceridade, é a ajuda, é servir, é auxiliar, é estar do lado, é fazer, é praticar o bem sem prejulgar, deixando de lado os preconceitos e buscando sempre as alternativas para deixar o mundo e as pessoas cada vez melhores, de bem, em paz. Sei que falar de fazer o bem, de tornar melhor é tema para outro longo discurso, já que o bem para mim pode ser o mal para outrem, porém, o bem no meu caso, para mim, está pautado e firmado nos ensinamento de Jesus quanto ao amor ao próximo e é claro também pautado nas leis e códigos de condutas comuns da sociedade que vivemos.

Sei que talvez você esteja pensando... mas é exatamente isso que é o amor! Meio que não entendo onde quero chegar, já que não falei e creio que não falarei nada que já não tenha sido dito. O grande ponto que também foi um divisor na minha vida é a entrada do 'sentimento/emoção' amor. Pensar no amor como descrevi acima, de uma forma mais racional me proporcionou um estilo de vida onde cada dia se bastava, cada dia acabava quando caia em sono e era criado um novo quando acordava. Qualquer coisa ou fato que viesse a acontecer depois que levantava era 'lucro', era uma benção. 

Quanto a isso existia um relacionamento com as pessoas, mas era composto por momentos, da presença, não existia o lado 'emocional' do amor, o apego, o amor manifestava no 'agora' e se mantinha na mente, por exemplo, em uma caminha conhecia uma pessoa e de alguma forma um ajudava o outro (o amor), seja numa tarefa, seja num conselho, as vezes até com um sorriso, e cada um seguiria seu, as vezes sem nem saber o nome do outro, o amor existe ali e pode ser que nunca mais venham a se ver novamente, mas foi cultivado mais uma semente de amor, talvez para uma das pessoas o encontro mudará totalmente o rumo de sua vida, as vezes por causa de um simples comentário ou conselho, mas pode ser que volte a se encontrar e o amor por estar cultivado, assim permanecerá e toda vez que se encontrarem será gratificante e benéfico.

Não sei se consegui me expressar, é bem difícil, mas o outro amor que conheci, esse senti muita diferença, me refiro ao amor na essência de casal, de se tornar uma só carne, do desejo, a total intimidade. É difícil tentar explicar, mas senti uma enorme diferença depois de experimentar -lo. Em casa não tive boas referências quanto a esse amor, cheguei a anotar em um papel, ainda antes da adolescência que nunca me casaria, eu dizia isso e meus amigos diziam que iria me esquecer, por isso anotei e guardei, sempre pegava e lia, principalmente quando presenciava sofrimentos de casais.

Esse segundo amor, que vou chamá-lo de 'amor desejoso' veio a minha vida de uma forma bem inusitada. Eu estava com 25 para 26 anos e tudo estava super bem, como sempre esteve na minha vida. Trabalhando e estudando, era por assim dizer 'conservador', nada apegado a bens materiais, nada apegado a aparência, sem grandes planejamentos, vivia a vida de forma simples e cada dia sem ficar pensando no amanhã, em daqui 5 anos, 10 anos... enfim, amando e ajudando as pessoas, conhecendo novos lugares, novas pessoas e aprendendo coisas novas. Dentro desse ambiente tranquilo e estável que veio a primeira balançada, a primeira inclinação para mudar e experimentar algo novo, esse tal amor desejoso.

Sou muito ligado ao lado espiritual, a fé, a Deus, me sentia naquela época 'íntimo' com Deus, ao ponto que tive uma conversa séria com Ele: Pai, eu quero uma companheira, quero uma esposa, quero criar raízes, quero uma família. E tenho certeza que pela Graça de Deus (Graça de Deus é quando Ele nós concede/dá aquilo do qual não merecemos ou somos merecedores, ao contrário da misericórdia, que é quando Ele não nós concede/dá aquilo que merecemos ou somos merecedores) as coisas começaram a mudar e Ele dava sinais e direcionamento de que iria responder ao meu pedido.

A primeira mudança que fiz chega a ser engraçada, mas foi trocar um pouco as minhas roupas, sair um pouco do sapato (usava um sapato que meu irmão tinha do trabalho dele, tipo uma botina), calças preta e camisas brancas (de manga compridas ou curtas), mas meu guarda-roupas era calças prestas e camisas brancas ou pretas, rsrsrs. Comprei bermudas, foram 3, uma preta, uma marrom e uma jeans azul. Comprei também camisas de outas cores, comprei uma laranja, uma verde, azul e cinza (mas ainda até hoje sou adepto a camisas mono cor, nada de listras, estampas e por ai vai). Comprei dois 'sapa tênis', uns sapatos mais esportivos e lembro que comprei algo que me surpreendi... comprei uma carteira! Até então andava apenas com alguns trocados e a carteira de motorista no bolso.

Parece algo simples, mas pra mim sei quão grande foi essa transformação, rsrsrsrs. Fiquei mais aberto as pessoas, não era de falar sobre mim, minhas conversas eram marcadas por perguntas, pelo verdadeiro interesse no outro, então sempre que conversava estava falando da/sobre a outra pessoa, raramente era sobre mim e quando era não passava de coisas superficiais, tipo, com o que trabalho, o que estudo e por ai vai. Era praticamente um psicólogo e foi dessas inúmeras conversas e perguntas que fui adquirindo conhecimento das experiências alheias conforme mencionei várias vezes acima.

Como estava mais aberto, comecei a fazer coisas que não fazia antes, sair com pessoas ao teatro, ir a encontros/festinhas, viajar para outros Estados para conhecer pessoas, mas tudo bem tranquilo, já que o meio e as pessoas as quais me rodeavam eram pessoas um pouco parecidas comigo, logo não tinha bebidas, cigarros... essas coisas. Conheci pessoas legais, cheguei a sair com uma moça, a qual conhecia de muito tempo, mas fazia anos que não nos víamos, dai encontramos no ônibus e retomamos o contato. Foi uma experiência, sei lá, não sei explicar. Ok, sei que bateu uma curiosidade... rsrsrs. Vou contar o que aconteceu, sem citar nomes é claro.

Conforme disse, retomamos o contato e conversávamos bastante, ela morava no mesmo bairro que eu e pegávamos o mesmo ônibus a noite para ir embora depois da faculdade, encontrávamos no ponto de ônibus ou na parada de ônibus como muitos assim conhece, e nessa conversa eu me abri um pouco, podemos dizes mais que já tinha feito nesses 25 anos, mas bem pouco mesmo, já que falar de mim era algo naquele momento completamente difícil. Ela me convidou para acompanhá-la a um festival de música, aceitei e fomos. Foi maravilhoso o evento, a noite, a companhia. Nos divertimos bastante e voltamos para casa.

Era tarde e fomos para casa de ônibus, por mais que o ônibus passava pertinho da casa dela eu jamais a deixaria ir embora sozinha, por mais que ela dizia que estava acostumada, então fui até a porta da casa dela. Foi no momento em que estávamos na porta da casa dela, não vou entrar nas minúncias de detalhas, mas foi na hora de despedir que ela demonstrou o que estava sentindo, eu assustei na hora, creio que fui até indelicado, mas precisava ser sincero comigo e principalmente com ela, falei que não estava sentindo nada, ela até sugeriu um beijo e eu neguei. Eu realmente não 'sentia' atração/desejo ou algo assim por ela, então ela disse:  E agora, como que fica? Já me abri. Eu disse: Vamos deixar as coisas fluírem, o tempo é nosso melhor amigo. Bom, eu despedi e fui a pé para casa, no caminho fiquei refletindo e muito sobre o que ocorreu.

Não posso dizer como foi para ela, creio que não foi nada agradável, não consigo imaginar o que ela sentiu e a sensação que a envolveu naquele momento, é ruim pensar que ela pode ter se sentido totalmente mal, chorado, sei lá, talvez não, enfim, não sei. Mas sei o que senti, por mais que estava tudo confuso na minha cabeça, eu tinha consciência que fui sincero. Já havia passando por isso uma vez na minha adolescência e estava passando novamente, sabia pela experiência da outrora que ser sincero é o melhor caminho e foi o que fiz. Não tivemos mais contato, não nos encontramos mais no ponto e nem nos falamos mais. Creio que não ficou mágoas, ela é uma pessoa maravilhosa e tenho certeza que está bem hoje onde quer que esteja.

Voltando agora para a sequencia da minha história, eu agradecia a Deus pelas oportunidades e tinha certeza que quando chegasse o momento eu não teria dúvidas e foi exatamente isso que aconteceu... Era um dia de trabalho normal, comum na sua totalidade. A alguns dias um amigo do trabalho chamava eu e outro colega para vermos umas fotos de mulheres que ele recebia no email, ele perguntava se era bonita, eram fotos de rosto ou corpo inteiro, mas sem nenhuma indecência. e nesse dia comum de trabalho perguntei ao outro colega o que era aquilo que nosso amigo recebia no email foto de mulheres para dizer se gostou ou não. Então meu colega me falou que era um site que você cadastrava e de acordo com o seu perfil o site ia cruzando informações e sugeria pessoas de acordo com seu interesse. Então ele disse: Vamos fazer um para você e eu concordei. Então fizemos, o site chamava Bado (ou Badoo). Lembro até hoje que ele foi fazendo e me perguntando as coisas para ir colocando no site, dai ele ia falando, tem que colocar seus interesses, descrição e por ai vai. Foi super divertido fazer e depois de pronto ele me explicou como funcionava e então fiquei de olhar depois, fiquei curioso.

Era engraçado, o site mostrava as fotos, no caso era de pessoas de acordo com o 'filtro' que foi cadastrado, no meu caso era mulheres, acima de 25 anos, solteiras e tinha até uma distância de onde eu morava, nem lembro quanto meu colega colocou, mas fui vendo, no primeiro dia fiquei um tempo maior, a foto aparecia e você clicava se gostei ou não gostei. Sei que dava para comentar também, tipo mandar mensagem. O legal que do mesmo modo que aparecia a foto de pessoas para você, você também aparecia para outras pessoas, dai se não me falha a memória (isso foi em 2011), umas três mulheres mandaram mensagem pra mim. Respondi as três, dai era aquelas conversas de desconhecidos se conhecendo e pela internet. Onde você mora, o que faz... e por ai vai.

Eu como era muito desapegado, fiquei mesmo empolgado só no primeiro dia, quando tudo é novidade, logo tinha dia que nem entrava, perguntei meu amigo onde desabilitava as notificações por email e ele me explicou, porque era todo dia que chegava... não aguento! rsrsrs. Dessas três não rendeu muito, não fluiu conversa, eu devia ser 'caxias' demais para elas, rsrsrs. As vezes entrava na hora do almoço e me divertia com meu colega: essa é top, essa não... rsrsrs Que coisa, olhar uma foto e dizer se gostou ou não, ainda mais para mim que aparência não significa absolutamente nada, nenhum tipo de atração ou retração, não pela aparência. Mas confesso que era divertido.

Era assim, quando tu marcava lá se gostou ou não, aparecia outra foto e assim ia sucessivamente, muitas vezes repetia demais, rsrsrs acho que o site tentava 'desencalhar' alguns perfis. Bom, foi até que um dia (ficou até parecendo que foi muito tempo, mas se não me engano não chegou a duas semanas) me divertindo, que apareceu uma foto, meio escura, uma mulher com o rosto de lado, mas com uma margarida na orelha... Foi na hora, no estralho, não sei explicar... simplesmente parei... era como se Deus abrisse meus olhos e me dissesse: Eis tua companheira. Não sei explicar, foi assim, senti... Mandei mensagem para ela, se não me engano para mandar mensagem tinha que marcar que gostou (achou interessante) e a outra pessoa também teria que te marcar, mas dessa parte não tenho certeza...

Ai sim comecei a acessar o site, porque ela me respondeu e começamos a conversar por mensagens pelo próprio site. Claro que fui fluindo a conversa, por mais que algo em mim dizia que estaria com ela. Fomos conversando, passamos a conversar pelo MSN, que era a ferramente de comunicação da época. Seguimos trocando 'figurinhas' e ela disse que iria para o Mato Grosso, ficaria com a tia por um tempo. Bom, deixei o tempo ser nosso melhor amigo, ela foi, ainda mantivemos contato, mas no começo que era mais frequente, passou a ser menos. Era no meio do ano de 2011 quando ela foi, mais para o final do ano a gente já não nos falávamos muito mais. 

Eu já tinha deixado aquele grande chama inicial virar um pequena faísca de brasa dentro de mim, até que no final do ano, no natal, ela me mandou uma mensagem, lembro até hoje... claro neh, como poderia esquecer, ela disse ei sumido, perguntou como estava e desejou feliz natal. Respondi e no meio da conversa ela disse: Não te contei, estou em BH de novo. - Gelei! Olhei pra cima e disse: É Deus, o Senhor não falha. Voltamos a conversar e como era super agradável conversar com ela.

Foi-se o mês de Janeiro e veio o mês de Fevereiro, foi no carnaval, quando ela não tinha planos e muito menos eu que marcamos de encontrar e nos conhecer, dai vocês já sabem como foi, contei na publicação E no começo houve Luz, se não leu ainda vai lá e leia. Depois desse primeiro encontro, passamos a nos encontrar com mais frequência, ela morava no caminho para a minha faculdade. Como ela não era de Belo Horizonte, eu levava ela para conhecer alguns pontos e como eu era totalmente inexperiente nesse 'amor desejoso', tomei a postura de me abrir para ela, nesse caso me abri mesmo. Creio que contei minha vinda inteira, detalhes e detalhes, se tem uma pessoa que sabe muita coisa sobre mim, essa pessoa é ela. Queria que ela me conhecesse bem, que ela soubesse o máximo sobre mim, porque eu sabia o que eu queria, mas não dependeria somente de mim.

Desses encontros, em uma noite que fui deixar ela em casa, nasceu o primeiro beijo. Não durou muito, ela fez comigo o que eu havia feito com a um tempo atrás, foi sincera e disse que não sabia se estava preparada. Entendi, na realidade fiquei me sentindo até mal, porque para mim foi como se eu tivesse invadido, atravessado o limite, mas hoje sei que não, como também sei que a sinceridade é algo maravilhoso, ela demonstrou que tinha um certo interesse, mas que não estava certa ainda, no meu caso com a outra mocinha eu não tinha nenhum interesse.

Continuamos a conversar, eu agi normal, como se tivesse rebobinado a fita da vida e cortado a parte do beijo, emendado a fita e bora pra frente. Até que em um evento que a convidei para me acompanhar, na hora que estávamos indo embora nos beijamos. Foi o beijo que demonstrava que ele tinha decidido, não se saberia se foi a melhor decisão, mas ao menos para aquele momento para ela foi. Para mim, foi o maior e melhor acontecimento, lembro do lugar, da sensação, do que senti e se bobear até da hora.

Vai completar 5 anos daquele beijo, fico me perguntando o que passou na cabeça dela, se ela 'viu' algum futuro naquele dia, se ela pensou ou planejou algo... Ainda me pergunto o que motivou ela a decidir estar comigo e mais ainda, a estar comigo até hoje. Sabe porque digo isso e assim? Porque acredito que se ela 'viu' algum futuro, se ela planejou algo, creio que não foi nada nem de perto próximo ao que quer que seja que tenha planejado. Eu não sei se eu mesmo conseguiria conviver comigo esse tempo todo, mas pude experimentar coisas novas desse amor desejoso.

Percebi que nesse amor apareceu algo que eu não sentia ou sabia, o apego. Na realidade é a estranha sensação de falta. Tipo, nunca tive ela, agora estou com ela e estar sem ela (ou pensar em estar sem ela) me faz sentir mal. Deu pra entender? Não neh, meio confuso, mas vamos lá. Esse amor é gostoso, inspira a gente, mas experimentei algo que creio não foi legal e hoje estou tentando mudar um pouco, passei a esperar o retorno, tipo, ser correspondido, como se, eu amo ela, mas farei isso ou aquilo se ela também fizer, com isso fui me anulando, dia após dia, fui deixando de ser eu e o pior é que hoje vejo que estava achando que assim teria o que eu desejava. O amor desejoso não pode 'esperar' pelo outro, não pode 'exigir' do outro, não pode ser egoísta... entendi que se você quer algo ou deseja algo, você deve fazer, já que sendo um, você fazendo estará recebendo, porém, infelizmente somos tendenciosos a jogar a responsabilidade no outro, a cobrar do outro, a exigir do outro tal ou tal postura, a esperar que o outro nos trate assim ou assado, a ver o defeito ou a falha do outro como algo enorme, mas não parar para avaliar se as vezes não cometemos as mesmas falhas ou até mesmo maiores.

Temos a tendência a querer as coisas do nosso jeito e então nos tornamos senhores da razão e soltamos o famoso discurso, se quiser vai ter que me aceitar assim e ser assim ou assado. Na realidade a individualidade é a marca de cada pessoa, a identidade de cada um é que complementa a outra, mudanças que visam o bem comum dos envolvidos, desde que não fere a marca de um deles, será sempre válida e passível de se buscar. O diálogo é essencial, as vezes queremos algo e não falamos, não expressamos. É como sempre digo, é o mesmo que entrar no consultório de um médico e não falar para ele o que sente. Independente se o outro pergunta ou não, nem todos temos a sensibilidade apurada, nem todos sabem ler os pingos dos is.

Eu tive muita dificuldade e porque não dizer ainda tenho, cai nessa armadilha do ego, cai nessa armadilha do 'egoismo', cai na armadilha do amor condicional. Vejo hoje como dois amores, duas formas de sentir/manifestar o amor, é o amor 'comum' ou que chamei de 'racional', que é aquele amor que temos por tudo e por todos e o amor 'desejoso' que é o amor que temos mais íntimo por uma pessoa. Os dois tem formas específicas de serem manifestados e confesso que me perco um pouco por esses caminhos, da mesmo forma que confesso que cada dia é uma nova descoberta, que cada dia é uma nova oportunidade de ser mais leve e feliz.

Amar não pode ser confundido com o sentimento de posse, a essência única de cada um deve permanecer, a caminhada deve ser junta, leve e se cada uma das partes buscar fazer aquilo que acredita ser o bom, o ideal, o que gosta, incluindo o outro independente se o outro faz ou não, independente se o outro é assim ou assado, certamente os frutos serão bons. Somos mestres em conselhos e falhos na auto-reflexão. Descobri que vale a pena, que vale cada minuto, que vale cada experiência, que Deus me presenteou com o melhor que eu pudesse imaginar. Sou totalmente grato, independente de tudo ou de qualquer coisa, pela vida da Monique e por Deus ter cruzado a vida dela com a minha. Cada dia, cada instante e principalmente pela paciência dela, já que reconheço o quão difícil sou.

Hoje sei o que é o amor, seus dois tipos e a dimensão do amor que sinto pela Monique.

Ps.: Esse texto está na íntegra, era o rascunho. Desconsidere possíveis erros, não fiz releitura antes de publicar, fui digitando diretamente da mente para o editor de texto do blog. Em outra oportunidade reviso.

Jonatas Pierre


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Praia Aragarças - Desbravando o Mato Grosso

Sábado, 25 de fevereiro de 2017, eu estava em casa e no meio da tarde decidi caminhar um pouco e atualizar meu Jonjon Maps (Jonjon Maps é o aplicativo que tenho no meu cérebro que funciona igual ao Google Maps Street Views, rsrsrs, preciso ir atualizando com novas imagens e gerando novos mapas). Então, voltando ao assunto... Coloquei meu tênis companheiro de guerra e sai a caminhar sem ter pré-definido algum lugar específico (amo essas saídas espontâneas e sem planejamento).

Fui em direção ao porto, o porto me dá inspiração e tinha certeza que ao sentar nas arquibancadas, olhar para o maravilhoso rio iria despertar novos ares... e foi exatamente o que aconteceu! Estava ali sentando no degrau, tinha o pessoal curtindo o dia nas barraquinhas, o sábado de carnaval. Para explicar melhor, quando tu senta na arquibancada do Porto do Baé, na outra margem do rio, na cidade de Aragarças fica a 'praia'.

Na margem tem uma boa parte de areia, já ouvi dizer que no meio do ano tem a temporada de praia e que a margem enche de barraquinhas e vem pessoas de todas as partes para curtir a temporada, o rio dá uma abaixada e aumenta mais o espaço da areia. Dizem ter shows, luais e outras atrações. Se for da vontade de Deus esse ano poderei presenciar essa temporada de praia, mas enfim, sentado do lado de cá decidi ir para o lado de lá! Como eu disse pra mim mesmo... Ahhh, não estou fazendo nada, vou dar um pulo ali em Goias e já volto.... rsrsrsrrs.

Um amigo da Igreja, o Kleiver, havia me falado que lá na praia (toda vez que me referi a praia, trata-se da margem do rio do lado da cidade de Aragarças - GO) tem uma pista dupla que é bacana para dar uma caminhada. Como estou apaixonado por exercícios, seria interessante também conhecer mais um lugar onde poderia treinar... e lá se vai o Jonatas atualizar o Jonjon Maps.

Assim que sai do Porto, passei pela Concha Acústica e segui em direção da rotatória do início da primeira ponte, mas decidi pegar um outro caminho que ainda não tinha passado, em vez de seguir reto no bares eu virei a esquerda. Já tinha passado por ali uma vez logo quando chegamos aqui, mas foi de carro, dessa vez estava indo tranquilo caminhando. No final da rua do lado esquerdo tem uma casa de Show, estava bem enfeitada é claro, por conta do carnaval, chama-se Sallom. A rua é mão única para quem vem da praça da Matriz e quer pegar sentido a ponte. É uma reta curta, chega nessa casa de show vira a direita e segue reto até a avenida maior que chega na rotatória.

Logo que vira tem uma praça e uma churrascaria, tem um ar de abandonado. A praça com certeza estava bem abandonada, tem uma pedra, tipo um monumento, não pesquisei ou via algo sobre, tem um parapeito e umas estruturas de cimento, parece ter sido uma bela praça um dia, mas estava bem abandonada. embaixo do parapeito tem uma área grande, de primeira vista parece que já foi um estacionamento, já que ao lado dessa praça tem uma descida um pouco asfaltada que pela lógica dá acesso a essa área. Dá para ver o rio e a direita dessa praça está a churrascaria, estava fechada, não me atentei a chegar perto para ver como é por dentro, já que estava encantado com a praça 'abandonada'.

Uma coisa que me chamou muita atenção é que bem onde tem essa rampa que desce em direção a esse 'suposto' estacionamento, tem uma placa grande do projeto de revitalização da orla do Porto do Baé. Não sei de quando é a placa e não percebi data do projeto e nem de conclusão, tem as imagens ilustrativas de como 'ficará' depois da revitalização. Sendo muito franco, torço para a execução das obras, porque pelas imagens a orla ficará impressionantemente maravilhosa! Então vamos aguardar não é?

Seguindo a rua, um pouco a frente vi dois rapazes em pé ao lado de um carro mais antigo, fui caminhando em direção a eles e não deu outra, o carro estava com problemas e eles estavam pensando em tentar pegar no 'tranco', claro que não pude resisti e fui logo ajudando a empurrar... me bateu até aquela nostalgia, já que durante minha vida não faltam histórias de empurrar carro. Tentamos uma, duas e na terceira vez eles desistiram. O carro estava bem 'judiado', enfim, me agradeceram e agradeceram ao outro rapaz que estava ajudando. Achei que ele estava com eles, mas era outro voluntário assim como eu... Engraçado... uma rua tão vazia, realmente dando uma impressão de abandono e lá estávamos ajudando uns aos outros... ao menos tentando.

Então eu e o rapaz tomamos rumo, parece que eles estavam tentando ligar para alguém, pedir ajuda, não sei. Fiquei com vontade de ficar lá para ajudar, mas não teria muito a oferecer. No caminho, eu e o rapaz viemos conversando, ele veio me contado as experiências que já tinha passado com carros que já teve e também precisavam de uma 'empurradinha'. Rimos até, ele contou alguns quantos casos, rsrsrs, foi mais uma daquelas conversas espontâneas onde não interessa quem é quem, de onde vem e pra onde vai... simplesmente ele foi me contando os casos e fomos rindo pelo caminho, até a esquina, onde ele foi para um lado e eu para o outro... E o engraçado é que na despedida tanto eu quanto ele nos agradecemos. Isso é maravilhoso, nem sabemos o nome um do outro, nem sabemos se vamos nos reencontrar... mas ali, naquele sábado, sem saber porque ou de onde, tanto eu quanto ele estávamos ali e ajudamos o outro companheiro. Deus é maravilhoso e 'encaixar' as peças.

Segui em direção a rotatória, vendo cada detalhe que podia. bem na rotatória, que marca a entrada da cidade, que por sinal é bem bonita, tem um monumento bem bonito e em volta as plantas e flores bem arrumadinhas (a noite fica lindo, vou colocar uma foto no final do post Img.01). Bem a direita de quem vem da ponta, no meu caso a minha esquerda, já que eu estava indo para a ponte, tem um centro de apoio ao turista, tem uns painéis (placas/outdoors) lindos com os pontos turísticos da cidade. Passando por esse ponto de apoio entrei na ponte.

Bem no meio da ponte (a primeira ponte de quem está no sentido Barra - Aragarças é sobre o Rio das Garças) parei para contemplar a beleza do rio e a vista que se tem dali do porto é muito bonita. Fiquei um tempinho parado ali observando e segui em frente. Assim que você passa pela primeira ponte, você chega no cruzamento da entrada para a cidade de Pontal do Araguaia, do lado direito tem o que já foi um posto fiscal, hoje não é nada lá e a área grande que tem na frente tem alguns vendedores, açai, roupa, artesanato... Do lado esquerdo, onde eu estava, tem um restaurante, chama Encontro das Águas, vi só a entrada, parece ser bem chique, ao menos creio que deve ter uma vista linda, já que fica bem no encontro dos rios. A entrada é bem arborizada, então não deu pra ver muito lá dentro, mas está nos planos ir lá para conhecer (e comer é claro). Creio que deve ter gente que nem sabe que ali é um restaurante... rsrsrs

Entrei então na segunda ponte, que liga o Pontal a Aragarças sobre o Rio do Araguaia, Assim que entra na ponte você vê a placa de demarcação de limite de estados, ali, definitivamente eu não estava mais no Mato Grosso, estava agora em Goias! Eita trem! Assim como na outra ponte, parei bem no meio e fiquei um bom tempo admirando. De onde moro vejo um pedaço da ponte, logo fiquei tentando 'achar' minha casa da pote, mas não consegui... creio do outro lado da ponte ficará mais fácil para achar, logo, da próxima vez irei atravessar pelo outro lado. Também vi um rapaz de caiaque parado na margem no encontro dos rios, devia estar assim como eu observando a natureza e suas belezas. Depois de um tempinho ali parado segui minha caminhada.

Logo que sai da ponte fui observando as lojas e o movimento, eu já havia ido a Aragarças a um grupo familiar, mas fui de carro e lembro que assim que saímos da ponte fomos a direita sentido Fórum, meu amigo Kleiver me falou que as pistas ficam a esquerda assim que passasse a ponte. A primeira rua a esquerda assim que sai da ponte a primeira impressão tive a impressão de ser uma rua sem saída, optei por caminhar um pouco mais e virar na próxima, que estava bem pertinho. Foi até bom, porque caminhando um pouquinho mais também tem uma rotatória e também tem um monumento, porém, em Aragarças são três peixes, é conhecido como rotatória dos peixes e quem me conhece sabe que não entendo nada de peixe, então não faço ideia de quais peixes são (vou colocar uma foto Img02).

Virei a esquerda e segui em frente, observando as casas e o movimento. Fui mantendo a esquerde e logo me deparei com uma pracinha, um restaurante e alguns brinquedos. Nessa praça parecia ter um chafariz, mas estava abandonado. Cheguei no início das duas pistas e da 'orla da praia'. Logo no início tem uma rampa de acesso de pedestres... que dá no mato... estranhei, mas notei que se tratava de abandono. segui por cima, tem um calçadão por toda a beira da pista (rua). Tem um para peito por toda a extensão e no início da calçada uma estrutura escrito Aragarças. reparei no primeiro momento que parecia que tinha uns degraus largos até chegar na 'areia da praia'.

Segui andando pelo calçadão... bem vazio, alias, quando cheguei tinha dois rapazes um pouco a frente da estrutura e mais ninguém. do para peito dava pra ver que tinha duas pessoas e uma criança lá na beira do rio. Enquanto caminhava me deparei com acessos para o degrau debaixo, tipo, acessos mesmo, escada para pedestre e rua para carros... logo entendi que era uma estrutura, olhando bem vi que era de cimento, mas estava tomado pelo mato... Imaginei o quão bonito devia ou deve ser aquilo! fui andando e parando para contemplar a paisagem.

Passaram alguns carros, algumas pessoas, tipo umas seis pessoas no máximo... É bem curta as pistas, logo cheguei ao final e antes de chegar ao final, que tem um acesso para carros asfaltando, passou um rapaz, desceu por esse acesso e entrou a direita para o meio do mato. Estava caminhando rápido, fui acompanhando até sumir no meio do mato... não faço ideia para onde leva aquela trilha. No meio de um dos largos degraus. no meio do mato tinha uma barraca de lona, bem pequena... será que alguém dorme ali? Parecia abandonada.

Enquanto estava parado ali chegou uma família com crianças e estavam tirando fotos e as crianças correndo e brincado. Fiquei olhando toda aquela estrutura tomada por mato e tentando imaginar como devia ser quando foi inaugurado (vou procurar por uma foto na internet e se achar vou colocar como ImgOrla). O penúltimo acesso de carro ia direto até a margem do rio, inclusive tinha uma carro parado lá embaixo próximo ao rio, certamente o carro das pessoas que estavam no rio. Eu estava no último acesso de carro e o degrau debaixo entre o último acesso e o penúltimo tinha mato, mas estava 'roçado'...

Então a criança aventureira dentro de mim queria ir no rio e não queria ir pelo caminho 'normal', então desci no último acesso e teria que atravessar pelo degrau até o outro acesso que dava até o rio. Logo que cheguei lá embaixo, vi que estava roçado e que o mato estava baixo, mas vi também que tinha barro... então a aventura seria duplamente divertida. Atravessar o mato e o barro... pronto, lá fui eu, saltando de um monte para o outro, arriscando atolar o pé no barro, rsrsrsrs. Foi super divertido, me lembrou e muito minha infância, onde eu, meu irmão e alguns amigos entravamos mato adentro e chamávamos de "Aventuras no Plantão da Mata". Onde tinha mato lá estávamos desbravando... rsrsrsr. Meu irmão certamente se lembrará e muito disso.

Quando estava quase chegando no final, onde chegaria ao penúltimo acesso ouvi a voz de um menino que falou assim: "olha onde ele está mãe!". Era um garotinho em um velotrol (ou tricíclo, eu conheço como velotrol) e sua mãe, eles estavam descendo o acesso em direção ao rio. Olhei para ele, dei um sorriso e segui o acesso em direção ao rio. Está uma época de bastante chuva, então no caminho, onde acaba o asfalto, estava com bastante barro. Fui seguindo as marcas dos pneus. Passei pelo carro e cheguei a areia na margem do rio.

Foi uma sensação boa, era diferente estar ali, daquele lado. A areia estava bem encharcada, já que o rio esteve cheio a algumas semanas atrás. Fui andando me aproximando da água até que afundei. percebi que alguns pontos a areia não estava firma, então me senti o indiana jones naquela parte que ele precisa saltar nas pedras fixas... Fui saltando em uns montinhos mais firmes até chegar próximo da água. A mãe e o garotinho chegaram, ficaram um pouco distante de mim e pude perceber que ela passou pelo mesmo apuro que eu, posso dizer que até pior um pouquinho, ela chegou a afundar o pé inteiro.

O garotinho foi logo brincar na água, totalmente feliz. As outras pessoas estavam bem mais distantes da gente. Enquanto eu observava as belezas, o garotinho brincava e a mãe dele 'vigiava', notei que um rapaz vinha se aproximando e também um barquinho, não sei como chama, mas é desses barquinhos que tem um monte de cadeirinhas que fazem passeios pelo rio. O barquinho chegou na margem e nesse momento presenciei algo que me fez refletir e muito.

Jesus falava das crianças, da pureza, da simplicidade, da necessidade de sermos como criança... Logo que o barquinho encostou o garotinho admirado saiu correndo em direção ao barco. Ele foi direto ao rapaz que conduzia o barco, eu estava longe, não pude ouvir o que falaram. Vi ele com as mãozinhas na cintura e 'admirando' o barquinho. Depois de um tempinho ele e o rapaz do barco estavam rindo e fizeram um aperto de mãos, o rapaz que estava se aproximando chegou até eles e também entrou na conversa, brincando com o garotinho... Essa é a essência de ser como criança, criança contagia, criança chega, criança não tem status, preconceitos, maldade... Tem e de sobra energia boa e muita curiosidades.

Resolvi que era hora de ir embora. Fui caminhando sem olhar para trás, peguei o caminho de acesso e fui caminhando sem pressa alguma e muito a pensar. Assim que começa o asfalto vi que tinha uma placa que estava tombada, então resolvi levantar para ver o que estava escrito, o pouco que consegui ler falava sobre a obra da orla para a temporada de praia... enquanto eu tentava ler o mesmo rapaz que havia chegado lá na margem do rio passou e falou... "Eles colocam a placa e eles mesmo derrubam". Então falei: Aqui devia ser bem bonito neh? Ele disse: É sim, esse ano como não teve carnaval aqui eles deixaram o mato tomar conta, mas a prefeitura limpa na temporada de praia, mas não sei, falam que está sem verba. Mas acho que está mesmo. Então falei: Tomara que mude e melhore, ele concordou e segui o caminho dele.

Cheguei novamente ao calçadão e fiquei mais um tempo observando. Enfim, peguei o caminho de volta e no início da calçada, em vez de voltar pela rua que vim, segui reto, passei em frente ao restaurante e peguei uma ruazinha para ver onde daria. No meio do quarteirão tem uma casa de artesanato, estava fechada, mas tinha algumas coisas do lado de fora, tinha um cisne feito de pneu, algo que pra mim era um 'jump' de pneu de caminhão (essas base de elástico de academia, tipo uma mini cama elástica). Segui a ruazinha e essa rua é exatamente aquela primeira rua que virava a esquerda assim que sai da ponte! Agora meu Jonjon Maps já está atualizado! Peguei as pontes e voltei para o Porto do Baé... Cenas da próxima publicação...

Jonatas Pierre

Img01 (fonte: Internet Google Imagens - Entrada Barra do Garças)
Img02 (fonte: Internet Google Imagens - Entrada Aragarças)
















ImgOrla  (fonte: Internet Google Imagens - Praia Aragarças - Quarto Crescente)




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Breve Esplanação - Desbravando o Mato Grosso

Atualmente moro bem no centro da cidade de Barra do Garças, no Mato Grosso. Quando digo bem no centro, é tipo... bem no centro mesmo! rs. Moro próximo a uma praça chama Praça da Matriz, em uma próxima oportunidade irei detalhar essa praça, que por sinal é maravilhosa!

Bem perto a essa praça está o Porto do Baé, ainda não descobri e nem pesquisei a origem do nome, é uma das referências da cidade, podemos dizer ser o point. Tem uma rampa onde colocam e retiram os barcos, lanchas e jetski do rio e ao lado da rampa tem as 'arquibancadas' ou também conhecido como 'escadarias'. O Porto fica a poucos metros de onde se encontram o Rio Araguaia e o Rio das Garças. O interessante é que esses rios ligam três cidades e dois estados.

Um pouco antes dos rios se encontrarem tem duas pontes, uma sobre o Rio Araguaia, essa ponte demarcar a divisa do Estado de Goias e o Estado do Mato Grosso. Essa ponte liga a cidade Aragarças (Goias) e a cidade Pontal do Araguaia (Mato Grosso). A outra ponte está sobre o Rio das Garças e liga a cidade de Pontal do Araguaia e Barra do Garças, ambas pertencentes ao Estado do Mato Grosso.

O Porto do Baé fica em Barra do Garças e é um complexo bem bonito, nas arquibancadas, as pessoas vão para passar o dia, ficar vendo o rio batendo papo, levam as crianças, os cachorros e tem até uns que pescam. Antes de chegar nas arquibancadas tem quiosques e bares. Bem do lado da rampa de embarque e desembarque no rio tem um restaurante 'flutuante'. É uma espécie de restaurante em uma embarcação e fica na água, bem na margem. Tem uma rampa de acesso ao restaurante. Ainda não fui lá, mas está nos planos.

Final de semana o porto enche, muitas lanchas e jetski na água, muitas famílias passam o dia lá. No complexo ainda tem uma enorme construção para eventos e shows, conhecido como concha acústica. É onde tem os shows e as atrações da cidade, esse ano por exemplo os shows do carnaval foram na concha, já teve uma dupla sertaneja também e logo que mudamos para cá teve show de pagode.

Ao lado da concha acústica tem uma grande pista de skate, para quem gosta do esporte é um ótimo ponto, também tem as barras para exercícios, onde vou praticamente todos os dias malhar, mas infelizmente a barra maior está quebrada, mas nada que atrapalhe meus treinos. Tem restaurantes e bares em torno, bem na rotatória do porto tem uma loja das franquias Subway e aparelhos de ginástica das academias públicas.

Em uma próxima oportunidade irei descrever mais sobre o complexo do Porto do Baé, esse primeiro esboço foi apenas para vocês entenderem um pouco sobre essa nova série: Desbravando o Mato Grosso, onde irei compartilhar em texto algumas experiências, aventuras e um pouco do meu dia a dia aqui em Barra do Garças. Vou publicando as experiências atuais e aos poucos vou publicando os fatos que já ocorreram desde que chegamos aqui dia 04 de Setembro de 2016.

Na foto abaixo do Marcelo Ventura, vê-se o porto bem no cantinho inferior esquerdo, na água dá pra ver um telhadinho que é do restaurante flutuante. A construção que parece o coliseu, rsrs é a concha acústica, mais no alto vê-se ao lado esquerdo o Rio Araguaia e ao lado direito o Rio das Garças, pela foto fica mais fácil para visualizar o que descrevi acima... No centro, entre os dois rios temos a Cidade Pontal do Araguaia (MT), à direita Barra do Garças (MT) e à esquerda Aragarças (GO).

Jonatas Pierre













Porto do Baé (Foto: Marcelo Ventura)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E no Começo Houve Luz

Fevereiro.... Há exatos 5 anos atrás! Era carnaval.... Lembro-me como se fosse agora. Cheguei uma hora antes do horário que marcamos, havíamos marcado em frente a uma floricultura e quando cheguei, logo surgiu em mim uma dúvida. Eu tinha certeza do que aconteceria, não sei explicar exatamente isso, mas sei o que sentia e minha dúvida era: Compro ou não compro uma flor para dar para ela. Uma parte de mim dizia para comprar e surpreender, outra dizia vai com calma. Preferi optar por ir com calma, por mais que eu tivesse a certeza naquele momento, não dependeria só de mim. Lembro do exato momento que te vi, ainda na metade do outro quarteirão... lembro do que senti... lembro da montanha de pensamentos que tomaram conta da minha mente naquele momento, lembro da roupa que vestia, da forma que vinha caminhando... até aquele momento eu estava tentado ler, mas definitivamente quando te vi as palavras já não faziam mais sentido algum. 

Eu passei a fingir que estava lendo, mas estava te observando aproximar, o semáforo para pedestres estava fechado e você parou para esperar. Naquele momento já não sabia de mais nada, na realidade nem queria mais saber. Você estava ali a poucos metros... a poucos passos.... Não sabia se já tinha me visto, a cidade estava cheia. Os carros pararam, a faixa estava liberada e você veio, eu fingindo que estava lendo, tremi por dentro, coração acelerou... enfim, nos olhamos pela primeira vez, estávamos frente a frente. Para mim foi tudo mágico, foi inexplicável aquela manhã, a conversa, o parque, a sua presença e o que estava sentindo. 

5 anos se passaram, muitas coisas aconteceram e hoje, se eu pudesse voltar, tendo a consciência de tudo isso que aconteceu nesses 5 anos e sabendo de onde estaria 5 anos depois daquele dia eu me perguntou: Se pudesse voltar naquele exato dia, eu iria ao encontro? Sabendo como estaria depois de 5 anos? 

Minha resposta é sim, eu iria, do mesmo jeito que fui. 

Foi o que senti, foi o que vivenciei, é o que fiz e faria, mas agora eu te pergunto... você iria?

Jonatas Pierre