quarta-feira, 25 de novembro de 2015

No Mercado - Viva o Hoje, Esteja no Agora.

Em plena terça-feira, no final da tarde, Sebastian foi ao mercado com sua esposa fazer compras. Precisava comprar alguns produtos de limpeza, frutas, arroz, temperos e outras coisas mais. Sebastian não é um apaixonado em fazer compras, mas confessa que gosta muito de observar as pessoas, suas expressões, seus comentários, o que pegam de mercadorias. Ele fica pensando no que as pessoas estariam pensando, fita no carrinho alheio e tenta imaginar aquela pessoa chegando a sua casa com aqueles itens.

Em alguns carrinhos se percebe tipos de comidas que agradam crianças, mas pode ser que nem sejam para crianças, pode ser que nem sejam para a pessoa que está ali comprando. O tempo dentro do mercado às vezes parece não passar, roda-se, roda-se, roda-se. Olha o preço de algumas coisas, compara-se com outras, lembra-se do que estava esquecendo e se esquece do que lembrava.

Carrinhos vão, carrinhos vêm, cestinhas se cruzam e os olhares assustados para o tamanho das filas do caixa também. E foi justamente enquanto estava na fila que Sebastian teve a oportunidade de contemplar dois momentos inusitados.

No primeiro acontecimento, Sebastian, enquanto sua esposa pegava as últimas coisas, foi para a fila do caixa e quando chegou viu uma fila pequena, pequena demais que até estranhou, mas logo percebeu a placa acima que dizia ser um caixa prioritário. Sebastian então se dirigiu a fila ao lado, na sua frente tinham quatro pessoas. Uma estava sendo atendida no caixa, a segunda e próxima a ser atendida da fila era um senhor de cabelos grisalhos.

Na fila do lado oposto do caixa prioritário havia uma senhorinha também de cabelos grisalhos, aparentava ser de idade mais avançada que o senhor que estava na fila de Sebastian. Foi nesse exato momento que o senhor chamou a senhorinha e solicitou que ela passasse na frente dele para já ser atendida. Foi um gesto nobre, além de chamá-la ele ainda ajudou-a com suas mercadorias.

Uma moça mais jovem que estava na fila da senhorinha um pouco mais atrás dela disparou a elogiar a atitude do senhor, ao ponto de soltar o seguinte comentário: 

- Devia era filmar e mandar para televisão, isso está cada dia mais raro. 

O interessante foi a postura do senhor, que hora alguma quis chamar a atenção ou anunciar o seu feito, Sebastian pode perceber que esse senhor entende o verdadeiro significado de ajudar o próximo sem precisar anunciar e comunicar a todo o mundo.

Alguns minutos depois Sebastian pode reparar um jovem rapaz que vinha com sua cestinha, nela havia poucas mercadorias. Ele estava procurando por uma fila menor e se deparou com aquela mesma fila a qual Sebastian também havia se deparado. O rapaz apressou a passada e entrou na fila que tinha apenas uma mulher a sua frente. Ele reparou que essa mulher estava grávida e olhou para a fila ao lado onde Sebastian encontrava-se, aparentando estar se perguntando: 

- Porque essa fila está vazia?

Foi então que ele olhou para cima e viu a mesma plaquinha de fila prioritária e tomou a mesma atitude que Sebastian, se dirigindo para a fila ao lado. O engraçado foi a expressão que o rapaz fez ao perceber que estava na fila de prioridades,  conforme reparou Sebastian, foi uma mistura de ‘vergonha’ com ‘estou fazendo algo errado’.

Sebastian foi para casa refletindo sobre as duas belas atitudes que vira ali no pequeno mercado e isso fortalece cada vez mais a esperança que podemos evoluir mais e mais, chegarmos a um ponto onde a bondade se torne algo comum entre as pessoas, onde a confusão esteja na hora de dispensar muitas ajudas e não na hora de implorá-las. Ajude sem precisar anunciar, cada gesto simples forma a maravilhosa corrente do bem. 


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Na Festa - Viva o Hoje, Esteja no Agora.

Sebastian em um sábado a noite foi com sua esposa a uma confraternização de pré-casamento de um grande amigo e lá encontrou com diversos outros amigos. A noite foi muito agradável, as pessoas sorridentes, comida farta e bastante gostosa, refrigerantes, sucos e água. 

Tudo muito favorável ao clima um pouco chuvoso e aos corações que pulsavam todos na mesma frequência de esperança, de votos felizes, de paz, de alegria, de realização e porque não dizer de ansiedade.

Os noivos sempre atentos para tudo ser perfeito e todos se sentirem a vontade e confortáveis. Os olhos brilhavam a essência daquele momento único e nas brincadeiras de adivinhações que ocorreram em uma interação magnífica entre convidados e noivos, fechou-se a noite esplêndida com chave de ouro. 

O sentimento de todos ali presentes era o mesmo: Toda felicidade do mundo ao casal! E não foi necessário observar muito para que Sebastian pudesse perceber o envolvimento positivo das energias que fluíam de cada pessoa e tomava conta de todo recinto.

Muitos desacreditaram no casamento, alguns acham utopia o amor, mas quem ama sabe e sente a chama interna ardente que agita todas as moléculas do corpo. Que os desejos sejam reais, que as vontades sejam sinceras, que a vida seja bem vivida e que dois se tornem um.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Na Rua - Viva o Hoje, Esteja no Agora.

Sebastian caminhava tranquilamente pelas ruas do centro de sua cidade em um sábado a tarde, por volta das 14:20. Enquanto dava passos lentos ia observando as pessoas que cruzavam seu caminho, as que andavam rapidamente, as que corriam, as que estavam paradas, enfim, todas nas quais ele conseguia lançar seu olhar.

Ao parar na calçada aguardando o momento de atravessar a rua, Sebastian avistou do outro lado três pessoas, duas mulheres e um rapaz. Eles estavam próximos a uma árvore e tinham uma espécie de prateleira móvel com alguns livretos e folhetos. Notou que na frente deles havia outra mulher que falava com os três.

Sebastian atravessou a rua lentamente observando fixamente aquelas quatro pessoas, pode perceber que as duas mulheres e o homem que faziam parte do trio estavam vestidos com roupas formais e a mulher a frente deles estava vestida de forma mais simples, toda de preto, essa mulher que estava a falar. Dos três que estava escutando, Sebastian pode perceber pelas expressões que o homem e uma das mulheres estavam prestando mais atenção no que estava sendo dito.

Logo Sebastian começou a prestar mais atenção na outra mulher que fazia parte do trio, mas que parecia está pensando em outra coisa ou desinteressada no assunto. Ela estava com um lenço no pescoço e no exato momento que Sebastian passava por eles, pode perceber que ela era a única a não olhar para a mulher que falava, pelo contrário, ela estava olhando e preocupada com o seu lenço. Ela estava ajeitando o lenço e seu cabelo.

Sebastian passou por eles e ficou refletindo sobre a postura daquela mulher, será que o assunto não estava interessante? Será que estava tão ruim assim que não daria nem para disfarçar certo tipo de ‘interesse’. Sebastian de certa forma estava naquele momento pré-julgando aquela moça, discordando da postura dela e pensando na indelicadeza que do ponto de vista dele essa mulher estaria cometendo com a falante.

Sebastian parou na esquina seguinte no ponto para esperar o ônibus que embarcaria para seu destino, quando ao passar de alguns minutos ele se surpreende ao ver aquela mesma mulher de lenço, da qual ele havia ‘condenado’ a pouquíssimo tempo atrás, caminhando lentamente com um rapaz a segurá-la pelos ombros. 

O rapaz era cego e ela estava conduzindo ele, Sebastian reparou que eles conversam e vinham na direção dele, mas pararam a alguns passos de Sebastian e ele pode perceber que na conversa ela estava dizendo ao rapaz que o levaria até o destino dele e que seria melhor virarem a direta, pois seria mais rápido. Eles viraram e seguiram adiante, Sebastian ficou maravilhado e soltou um pequeno sorriso. Estava rindo da situação e de si mesmo, a mesma pessoa que outrora ele ‘alfinetava’ agora estava ajudando um próximo.


Estamos a todo instante pré-julgando as pessoas, ora por suas atitudes, ora por suas roupas, ora por nada. Que possamos procurar conhecer a alma das pessoas e mutuamente motivarmos a fazer o bem e a amarmos uns aos outros. Que possamos viver o hoje, estarmos e sermos o agora. 


domingo, 22 de novembro de 2015

No Festival - Viva o Hoje, Esteja no Agora.

O dia era uma sexta-feira a noite, Sebastian estava ajudando na produção de um evento cultural em uma instituição, era propriamente dito um festival cultural. Crianças apresentavam músicas aos espectadores e estavam sendo avaliadas por jurados, os três primeiros ganhariam um troféu e todos ganhariam medalhas de participação. 

Ao termino de cada apresentação Sebastian subia ao palco para auxiliar na saída da criança e na preparação da próxima, em um desses intervalos ele subiu ao palco juntamente com outra ajudante da produção, os próximos a se apresentarem seriam dois meninos e eles iriam apresentar uma música tocada na flauta doce, porém, um dos meninos não foi e o garoto que estava lá e havia subido no palco estava com uma expressão de nervoso e assustado. 

Enquanto Sebastian arrumava o microfone e a partitura para o pequeno garoto, ouviu um comentário da outra ajudante que lhe chamou a atenção, ele parou para observar aquele momento, ela disse: 
- Ele te deixou na mão não é, você fará sozinho. 

O pequeno garotinho com o rosto ainda assustado balançou com a cabeça para cima e para baixo em movimento afirmativo, logo em seguida a ajudante continuou perguntando ao garoto: 
- Você está nervoso? 

Novamente o garotinho balançou a cabeça afirmativa. Então a ajudante pediu que o garoto abrisse bem os braços e respirasse bem fundo e calmamente, foi nesse exato momento que Sebastian foi surpreendido e ficou maravilhado, por que não dizer muito emocionado com o que viria a acontecer. 

O garoto estava com os braços abertos e a ajudante estava abaixada a sua frente e com uma doçura na voz de forma mágica a ajudante disse: 
- Agora me dê um abraço. 

O garoto rapidamente a abraçou. Sebastian não teve palavras para descrever o momento, mas teve a certeza que o gesto foi o mais lindo e nobre que jamais esperaria imaginaria ver naquela noite. Depois do abraço ela perguntou se agora ele estava melhor e ele respondeu que sim. 

O pequeno grande garoto fez uma maravilhosa apresentação que lhe rendeu o troféu de segundo lugar no festival.

São pequenos gestos, muitas vezes nem mesmo as pessoas que os fazem conseguem no momento compreenderem e imaginarem o tamanho e a infinitude da beleza contida ali. O poder da simplicidade precisa ser compartilhado, precisamos aprender a enxergar o que acontece a nossa volta. Viva o hoje, esteja e seja o agora.


Viva o Hoje, Esteja no Agora.

Alguns registram em imagens, outros em vídeos, muitos em ambos, mas farei os registros em textos. Tenho a honra e o privilégio de publicar um pouco do dia a dia de Sebastian, espero que gostem e que eu possa sempre que possível compartilhar com todos vocês, chamarei essa série de publicações de Viva o Hoje, Esteja no Agora. Cada publicação poderá ser um pensamento, uma fato presenciado, um diálogo, um momento, um agora. 

Vou apresentar um pouco do nosso amigo, mas tenho certeza que ao longo dos registro e publicações vocês o conhecerão, talvez porque não dizer, melhor do que eu mesmo: 

Sebastian é casado, tem 30 anos, é um homem reservado e observador, extremamente racional e é considerado por muitos um homem frio e sem coração por sempre aparentar ver as coisas de um ângulo lógico e matemático. Mora em uma Capital de um grande Estado e pelo que posso perceber esse chamado ‘coração de pedra’ estaria prestes a amolecer, ninguém melhor que a vida para lhe mostrar o caminho. 

Farei o meu melhor para tentar registrar o que ele sente e as ocasiões das quais ele passa.

Jonatas Pierre


domingo, 15 de novembro de 2015

15-11-2015

Lembre-se sempre de cada oportunidade que tens nessa sua passagem aqui na terra entre a gente. Todos os dias que acorda e sente o oxigênio entrar e preencher seus pulmões significa que você terá uma nova oportunidade de ser alguém melhor do que fora no dia anterior. Mais uma oportunidade de perdoar e de amar você mesmo e a todos os seres.

Essa transição aqui a terra não foi concedida a você para sofrer e se entregar as dores e aos vícios, mas antes, foste para que você pudesse superar-se, para aprender, evoluir-se, suportar e nunca perder a fé e a esperança de ser uma pessoa boa e justa, calma e compreensiva, sensata e saudável. Olha a sua volta, se não podes ver, escute ou sinta, contemple todas as maravilhas e busque uma forma de ajudar a melhorar ou diminuir as atrocidades e barbáries.

O comum deve ser o amor, compartilhe-o.

Jonatas Pierre