quarta-feira, 1 de março de 2017

Sobre o Amor - Breve Relato

Onde está o amor? O que é amar?

Duas perguntinhas simples, curtas, mas de uma profundidade enorme... São várias teorias, várias práticas, várias opiniões e concepções. Ninguém está 100% certo e nem 100% errado, ainda mais se tratando de sentimento e de algo completamente pessoal e que sofre diretamente a influência das experiências e do que é conveniente para cada pessoa ou de acordo com circunstâncias e ocasiões.

E é exatamente dentro desse complexo assunto, o tal do 'sentimento', do 'amar', que me atrevo a discorrer de algumas linhas para compartilhar meu ponto de vista sobre o amor, diante das minhas experiências e do momento atual em que me encontro, mas é claro que também conciliando experiências alheias das quais tenho o privilégio de beber um pouco mais a cada dia, incluindo a essências e os ensinamentos do grande Mestre Jesus (Meu grande Mestre e Salvador, luz da minha vida).

Antes de mais nada preciso contar um pouco sobre mim, ficará mais fácil de entender os rumos e caminhos percorridos até aqui. Cresci aos pés da filosofia, precocemente desenvolvi pensamentos e conceitos, fui crescendo me alimentando de leituras e principalmente do que via, do que observava e aprendia das experiências das pessoas das quais tinha contato. 

Sou eternamente grato a Deus pela minha família, meu pai (in memorian), minha mãe e meu irmão. Nosso lar não era no seu todo um mar de flores, mas o que sou hoje é reflexo de como fui educado e do que presenciava e sentia. Em casa não éramos uma família de muito carinho físico, me refiro a abraços, beijos e até mesmo frases como 'eu te amo'. Eu cresci vendo o amor de uma forma 'racional', por assim dizer. 

A construção do amor e seu cultivo para mim estava no conjunto de ações, no dia a dia, nas grandes coisas ao acontecimentos e no mais singelo e simples detalhe. Não existia um vínculo 'emocional' e/ou 'sentimental', não existia condicionais, garantia e a ideia reciprocidade. O amor estava no tudo, em todas as coisas, para todas as coisas, seres viventes (animais, plantas...etc) e/ou pessoas. O comportamento, as atitudes e ações, os atos e as obras revelavam a essência da pessoa e o amor.

O amor é o respeito, é a sinceridade, é a ajuda, é servir, é auxiliar, é estar do lado, é fazer, é praticar o bem sem prejulgar, deixando de lado os preconceitos e buscando sempre as alternativas para deixar o mundo e as pessoas cada vez melhores, de bem, em paz. Sei que falar de fazer o bem, de tornar melhor é tema para outro longo discurso, já que o bem para mim pode ser o mal para outrem, porém, o bem no meu caso, para mim, está pautado e firmado nos ensinamento de Jesus quanto ao amor ao próximo e é claro também pautado nas leis e códigos de condutas comuns da sociedade que vivemos.

Sei que talvez você esteja pensando... mas é exatamente isso que é o amor! Meio que não entendo onde quero chegar, já que não falei e creio que não falarei nada que já não tenha sido dito. O grande ponto que também foi um divisor na minha vida é a entrada do 'sentimento/emoção' amor. Pensar no amor como descrevi acima, de uma forma mais racional me proporcionou um estilo de vida onde cada dia se bastava, cada dia acabava quando caia em sono e era criado um novo quando acordava. Qualquer coisa ou fato que viesse a acontecer depois que levantava era 'lucro', era uma benção. 

Quanto a isso existia um relacionamento com as pessoas, mas era composto por momentos, da presença, não existia o lado 'emocional' do amor, o apego, o amor manifestava no 'agora' e se mantinha na mente, por exemplo, em uma caminha conhecia uma pessoa e de alguma forma um ajudava o outro (o amor), seja numa tarefa, seja num conselho, as vezes até com um sorriso, e cada um seguiria seu, as vezes sem nem saber o nome do outro, o amor existe ali e pode ser que nunca mais venham a se ver novamente, mas foi cultivado mais uma semente de amor, talvez para uma das pessoas o encontro mudará totalmente o rumo de sua vida, as vezes por causa de um simples comentário ou conselho, mas pode ser que volte a se encontrar e o amor por estar cultivado, assim permanecerá e toda vez que se encontrarem será gratificante e benéfico.

Não sei se consegui me expressar, é bem difícil, mas o outro amor que conheci, esse senti muita diferença, me refiro ao amor na essência de casal, de se tornar uma só carne, do desejo, a total intimidade. É difícil tentar explicar, mas senti uma enorme diferença depois de experimentar -lo. Em casa não tive boas referências quanto a esse amor, cheguei a anotar em um papel, ainda antes da adolescência que nunca me casaria, eu dizia isso e meus amigos diziam que iria me esquecer, por isso anotei e guardei, sempre pegava e lia, principalmente quando presenciava sofrimentos de casais.

Esse segundo amor, que vou chamá-lo de 'amor desejoso' veio a minha vida de uma forma bem inusitada. Eu estava com 25 para 26 anos e tudo estava super bem, como sempre esteve na minha vida. Trabalhando e estudando, era por assim dizer 'conservador', nada apegado a bens materiais, nada apegado a aparência, sem grandes planejamentos, vivia a vida de forma simples e cada dia sem ficar pensando no amanhã, em daqui 5 anos, 10 anos... enfim, amando e ajudando as pessoas, conhecendo novos lugares, novas pessoas e aprendendo coisas novas. Dentro desse ambiente tranquilo e estável que veio a primeira balançada, a primeira inclinação para mudar e experimentar algo novo, esse tal amor desejoso.

Sou muito ligado ao lado espiritual, a fé, a Deus, me sentia naquela época 'íntimo' com Deus, ao ponto que tive uma conversa séria com Ele: Pai, eu quero uma companheira, quero uma esposa, quero criar raízes, quero uma família. E tenho certeza que pela Graça de Deus (Graça de Deus é quando Ele nós concede/dá aquilo do qual não merecemos ou somos merecedores, ao contrário da misericórdia, que é quando Ele não nós concede/dá aquilo que merecemos ou somos merecedores) as coisas começaram a mudar e Ele dava sinais e direcionamento de que iria responder ao meu pedido.

A primeira mudança que fiz chega a ser engraçada, mas foi trocar um pouco as minhas roupas, sair um pouco do sapato (usava um sapato que meu irmão tinha do trabalho dele, tipo uma botina), calças preta e camisas brancas (de manga compridas ou curtas), mas meu guarda-roupas era calças prestas e camisas brancas ou pretas, rsrsrs. Comprei bermudas, foram 3, uma preta, uma marrom e uma jeans azul. Comprei também camisas de outas cores, comprei uma laranja, uma verde, azul e cinza (mas ainda até hoje sou adepto a camisas mono cor, nada de listras, estampas e por ai vai). Comprei dois 'sapa tênis', uns sapatos mais esportivos e lembro que comprei algo que me surpreendi... comprei uma carteira! Até então andava apenas com alguns trocados e a carteira de motorista no bolso.

Parece algo simples, mas pra mim sei quão grande foi essa transformação, rsrsrsrs. Fiquei mais aberto as pessoas, não era de falar sobre mim, minhas conversas eram marcadas por perguntas, pelo verdadeiro interesse no outro, então sempre que conversava estava falando da/sobre a outra pessoa, raramente era sobre mim e quando era não passava de coisas superficiais, tipo, com o que trabalho, o que estudo e por ai vai. Era praticamente um psicólogo e foi dessas inúmeras conversas e perguntas que fui adquirindo conhecimento das experiências alheias conforme mencionei várias vezes acima.

Como estava mais aberto, comecei a fazer coisas que não fazia antes, sair com pessoas ao teatro, ir a encontros/festinhas, viajar para outros Estados para conhecer pessoas, mas tudo bem tranquilo, já que o meio e as pessoas as quais me rodeavam eram pessoas um pouco parecidas comigo, logo não tinha bebidas, cigarros... essas coisas. Conheci pessoas legais, cheguei a sair com uma moça, a qual conhecia de muito tempo, mas fazia anos que não nos víamos, dai encontramos no ônibus e retomamos o contato. Foi uma experiência, sei lá, não sei explicar. Ok, sei que bateu uma curiosidade... rsrsrs. Vou contar o que aconteceu, sem citar nomes é claro.

Conforme disse, retomamos o contato e conversávamos bastante, ela morava no mesmo bairro que eu e pegávamos o mesmo ônibus a noite para ir embora depois da faculdade, encontrávamos no ponto de ônibus ou na parada de ônibus como muitos assim conhece, e nessa conversa eu me abri um pouco, podemos dizes mais que já tinha feito nesses 25 anos, mas bem pouco mesmo, já que falar de mim era algo naquele momento completamente difícil. Ela me convidou para acompanhá-la a um festival de música, aceitei e fomos. Foi maravilhoso o evento, a noite, a companhia. Nos divertimos bastante e voltamos para casa.

Era tarde e fomos para casa de ônibus, por mais que o ônibus passava pertinho da casa dela eu jamais a deixaria ir embora sozinha, por mais que ela dizia que estava acostumada, então fui até a porta da casa dela. Foi no momento em que estávamos na porta da casa dela, não vou entrar nas minúncias de detalhas, mas foi na hora de despedir que ela demonstrou o que estava sentindo, eu assustei na hora, creio que fui até indelicado, mas precisava ser sincero comigo e principalmente com ela, falei que não estava sentindo nada, ela até sugeriu um beijo e eu neguei. Eu realmente não 'sentia' atração/desejo ou algo assim por ela, então ela disse:  E agora, como que fica? Já me abri. Eu disse: Vamos deixar as coisas fluírem, o tempo é nosso melhor amigo. Bom, eu despedi e fui a pé para casa, no caminho fiquei refletindo e muito sobre o que ocorreu.

Não posso dizer como foi para ela, creio que não foi nada agradável, não consigo imaginar o que ela sentiu e a sensação que a envolveu naquele momento, é ruim pensar que ela pode ter se sentido totalmente mal, chorado, sei lá, talvez não, enfim, não sei. Mas sei o que senti, por mais que estava tudo confuso na minha cabeça, eu tinha consciência que fui sincero. Já havia passando por isso uma vez na minha adolescência e estava passando novamente, sabia pela experiência da outrora que ser sincero é o melhor caminho e foi o que fiz. Não tivemos mais contato, não nos encontramos mais no ponto e nem nos falamos mais. Creio que não ficou mágoas, ela é uma pessoa maravilhosa e tenho certeza que está bem hoje onde quer que esteja.

Voltando agora para a sequencia da minha história, eu agradecia a Deus pelas oportunidades e tinha certeza que quando chegasse o momento eu não teria dúvidas e foi exatamente isso que aconteceu... Era um dia de trabalho normal, comum na sua totalidade. A alguns dias um amigo do trabalho chamava eu e outro colega para vermos umas fotos de mulheres que ele recebia no email, ele perguntava se era bonita, eram fotos de rosto ou corpo inteiro, mas sem nenhuma indecência. e nesse dia comum de trabalho perguntei ao outro colega o que era aquilo que nosso amigo recebia no email foto de mulheres para dizer se gostou ou não. Então meu colega me falou que era um site que você cadastrava e de acordo com o seu perfil o site ia cruzando informações e sugeria pessoas de acordo com seu interesse. Então ele disse: Vamos fazer um para você e eu concordei. Então fizemos, o site chamava Bado (ou Badoo). Lembro até hoje que ele foi fazendo e me perguntando as coisas para ir colocando no site, dai ele ia falando, tem que colocar seus interesses, descrição e por ai vai. Foi super divertido fazer e depois de pronto ele me explicou como funcionava e então fiquei de olhar depois, fiquei curioso.

Era engraçado, o site mostrava as fotos, no caso era de pessoas de acordo com o 'filtro' que foi cadastrado, no meu caso era mulheres, acima de 25 anos, solteiras e tinha até uma distância de onde eu morava, nem lembro quanto meu colega colocou, mas fui vendo, no primeiro dia fiquei um tempo maior, a foto aparecia e você clicava se gostei ou não gostei. Sei que dava para comentar também, tipo mandar mensagem. O legal que do mesmo modo que aparecia a foto de pessoas para você, você também aparecia para outras pessoas, dai se não me falha a memória (isso foi em 2011), umas três mulheres mandaram mensagem pra mim. Respondi as três, dai era aquelas conversas de desconhecidos se conhecendo e pela internet. Onde você mora, o que faz... e por ai vai.

Eu como era muito desapegado, fiquei mesmo empolgado só no primeiro dia, quando tudo é novidade, logo tinha dia que nem entrava, perguntei meu amigo onde desabilitava as notificações por email e ele me explicou, porque era todo dia que chegava... não aguento! rsrsrs. Dessas três não rendeu muito, não fluiu conversa, eu devia ser 'caxias' demais para elas, rsrsrs. As vezes entrava na hora do almoço e me divertia com meu colega: essa é top, essa não... rsrsrs Que coisa, olhar uma foto e dizer se gostou ou não, ainda mais para mim que aparência não significa absolutamente nada, nenhum tipo de atração ou retração, não pela aparência. Mas confesso que era divertido.

Era assim, quando tu marcava lá se gostou ou não, aparecia outra foto e assim ia sucessivamente, muitas vezes repetia demais, rsrsrs acho que o site tentava 'desencalhar' alguns perfis. Bom, foi até que um dia (ficou até parecendo que foi muito tempo, mas se não me engano não chegou a duas semanas) me divertindo, que apareceu uma foto, meio escura, uma mulher com o rosto de lado, mas com uma margarida na orelha... Foi na hora, no estralho, não sei explicar... simplesmente parei... era como se Deus abrisse meus olhos e me dissesse: Eis tua companheira. Não sei explicar, foi assim, senti... Mandei mensagem para ela, se não me engano para mandar mensagem tinha que marcar que gostou (achou interessante) e a outra pessoa também teria que te marcar, mas dessa parte não tenho certeza...

Ai sim comecei a acessar o site, porque ela me respondeu e começamos a conversar por mensagens pelo próprio site. Claro que fui fluindo a conversa, por mais que algo em mim dizia que estaria com ela. Fomos conversando, passamos a conversar pelo MSN, que era a ferramente de comunicação da época. Seguimos trocando 'figurinhas' e ela disse que iria para o Mato Grosso, ficaria com a tia por um tempo. Bom, deixei o tempo ser nosso melhor amigo, ela foi, ainda mantivemos contato, mas no começo que era mais frequente, passou a ser menos. Era no meio do ano de 2011 quando ela foi, mais para o final do ano a gente já não nos falávamos muito mais. 

Eu já tinha deixado aquele grande chama inicial virar um pequena faísca de brasa dentro de mim, até que no final do ano, no natal, ela me mandou uma mensagem, lembro até hoje... claro neh, como poderia esquecer, ela disse ei sumido, perguntou como estava e desejou feliz natal. Respondi e no meio da conversa ela disse: Não te contei, estou em BH de novo. - Gelei! Olhei pra cima e disse: É Deus, o Senhor não falha. Voltamos a conversar e como era super agradável conversar com ela.

Foi-se o mês de Janeiro e veio o mês de Fevereiro, foi no carnaval, quando ela não tinha planos e muito menos eu que marcamos de encontrar e nos conhecer, dai vocês já sabem como foi, contei na publicação E no começo houve Luz, se não leu ainda vai lá e leia. Depois desse primeiro encontro, passamos a nos encontrar com mais frequência, ela morava no caminho para a minha faculdade. Como ela não era de Belo Horizonte, eu levava ela para conhecer alguns pontos e como eu era totalmente inexperiente nesse 'amor desejoso', tomei a postura de me abrir para ela, nesse caso me abri mesmo. Creio que contei minha vinda inteira, detalhes e detalhes, se tem uma pessoa que sabe muita coisa sobre mim, essa pessoa é ela. Queria que ela me conhecesse bem, que ela soubesse o máximo sobre mim, porque eu sabia o que eu queria, mas não dependeria somente de mim.

Desses encontros, em uma noite que fui deixar ela em casa, nasceu o primeiro beijo. Não durou muito, ela fez comigo o que eu havia feito com a um tempo atrás, foi sincera e disse que não sabia se estava preparada. Entendi, na realidade fiquei me sentindo até mal, porque para mim foi como se eu tivesse invadido, atravessado o limite, mas hoje sei que não, como também sei que a sinceridade é algo maravilhoso, ela demonstrou que tinha um certo interesse, mas que não estava certa ainda, no meu caso com a outra mocinha eu não tinha nenhum interesse.

Continuamos a conversar, eu agi normal, como se tivesse rebobinado a fita da vida e cortado a parte do beijo, emendado a fita e bora pra frente. Até que em um evento que a convidei para me acompanhar, na hora que estávamos indo embora nos beijamos. Foi o beijo que demonstrava que ele tinha decidido, não se saberia se foi a melhor decisão, mas ao menos para aquele momento para ela foi. Para mim, foi o maior e melhor acontecimento, lembro do lugar, da sensação, do que senti e se bobear até da hora.

Vai completar 5 anos daquele beijo, fico me perguntando o que passou na cabeça dela, se ela 'viu' algum futuro naquele dia, se ela pensou ou planejou algo... Ainda me pergunto o que motivou ela a decidir estar comigo e mais ainda, a estar comigo até hoje. Sabe porque digo isso e assim? Porque acredito que se ela 'viu' algum futuro, se ela planejou algo, creio que não foi nada nem de perto próximo ao que quer que seja que tenha planejado. Eu não sei se eu mesmo conseguiria conviver comigo esse tempo todo, mas pude experimentar coisas novas desse amor desejoso.

Percebi que nesse amor apareceu algo que eu não sentia ou sabia, o apego. Na realidade é a estranha sensação de falta. Tipo, nunca tive ela, agora estou com ela e estar sem ela (ou pensar em estar sem ela) me faz sentir mal. Deu pra entender? Não neh, meio confuso, mas vamos lá. Esse amor é gostoso, inspira a gente, mas experimentei algo que creio não foi legal e hoje estou tentando mudar um pouco, passei a esperar o retorno, tipo, ser correspondido, como se, eu amo ela, mas farei isso ou aquilo se ela também fizer, com isso fui me anulando, dia após dia, fui deixando de ser eu e o pior é que hoje vejo que estava achando que assim teria o que eu desejava. O amor desejoso não pode 'esperar' pelo outro, não pode 'exigir' do outro, não pode ser egoísta... entendi que se você quer algo ou deseja algo, você deve fazer, já que sendo um, você fazendo estará recebendo, porém, infelizmente somos tendenciosos a jogar a responsabilidade no outro, a cobrar do outro, a exigir do outro tal ou tal postura, a esperar que o outro nos trate assim ou assado, a ver o defeito ou a falha do outro como algo enorme, mas não parar para avaliar se as vezes não cometemos as mesmas falhas ou até mesmo maiores.

Temos a tendência a querer as coisas do nosso jeito e então nos tornamos senhores da razão e soltamos o famoso discurso, se quiser vai ter que me aceitar assim e ser assim ou assado. Na realidade a individualidade é a marca de cada pessoa, a identidade de cada um é que complementa a outra, mudanças que visam o bem comum dos envolvidos, desde que não fere a marca de um deles, será sempre válida e passível de se buscar. O diálogo é essencial, as vezes queremos algo e não falamos, não expressamos. É como sempre digo, é o mesmo que entrar no consultório de um médico e não falar para ele o que sente. Independente se o outro pergunta ou não, nem todos temos a sensibilidade apurada, nem todos sabem ler os pingos dos is.

Eu tive muita dificuldade e porque não dizer ainda tenho, cai nessa armadilha do ego, cai nessa armadilha do 'egoismo', cai na armadilha do amor condicional. Vejo hoje como dois amores, duas formas de sentir/manifestar o amor, é o amor 'comum' ou que chamei de 'racional', que é aquele amor que temos por tudo e por todos e o amor 'desejoso' que é o amor que temos mais íntimo por uma pessoa. Os dois tem formas específicas de serem manifestados e confesso que me perco um pouco por esses caminhos, da mesmo forma que confesso que cada dia é uma nova descoberta, que cada dia é uma nova oportunidade de ser mais leve e feliz.

Amar não pode ser confundido com o sentimento de posse, a essência única de cada um deve permanecer, a caminhada deve ser junta, leve e se cada uma das partes buscar fazer aquilo que acredita ser o bom, o ideal, o que gosta, incluindo o outro independente se o outro faz ou não, independente se o outro é assim ou assado, certamente os frutos serão bons. Somos mestres em conselhos e falhos na auto-reflexão. Descobri que vale a pena, que vale cada minuto, que vale cada experiência, que Deus me presenteou com o melhor que eu pudesse imaginar. Sou totalmente grato, independente de tudo ou de qualquer coisa, pela vida da Monique e por Deus ter cruzado a vida dela com a minha. Cada dia, cada instante e principalmente pela paciência dela, já que reconheço o quão difícil sou.

Hoje sei o que é o amor, seus dois tipos e a dimensão do amor que sinto pela Monique.

Ps.: Esse texto está na íntegra, era o rascunho. Desconsidere possíveis erros, não fiz releitura antes de publicar, fui digitando diretamente da mente para o editor de texto do blog. Em outra oportunidade reviso.

Jonatas Pierre